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Mostrando postagens com o rótulo Desigualdade

Apoio a leitura de O capital: #03 "O significado da exploração" em: + Marx

O QUE SIGNIFICA A EXPLORAÇÃO? A exploração consiste no fato de que os trabalhadores são forçados a trabalhar mais do que o necessário para a sua própria reprodução, enquanto outros se apropriam dos frutos desse trabalho excedente. Dizer capacidade de trabalho não é o mesmo que dizer trabalho, assim como dizer capacidade de digestão não é o mesmo que dizer digestão. Para a realização do processo digestório é preciso mais do que um bom estômago. A exploração no sentido de Marx é caracterizada por baixos salários ou péssimas condições de trabalho. Ela não é uma categoria moral.  A exploração é uma condição capitalista normal que não viola a lei do valor. Os trabalhadores recebem o equivalente ao valor de troca de sua força de trabalho. Os capitalistas compram a mercadoria (força de trabalho) e usam seu valor de uso (trabalho). Dentro da estrutura da produção de mercadorias, ninguém sofre injustiça nem é enganado. A distinção entre trabalho e força de trabalho tam...

''A origem dos latifúndios, negociantes e proletários''

Ilustração digitalizada do livro da coleção didática de História, Editora: Iscipione. Digitalização: Fernanda E. Mattos, autora e colunista.  É permitido o compartilhamento desta publicação e até mesmo a edição da mesma. Sem fins lucrativos e cite a fonte. Creative Commons Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional .

Estreia: A classe operária via Dicionário do pensamento marxista

Esta é uma publicação entre várias outras, que serão baseadas na obra: "Dicionário do Pensamento Marxista", de Tom Bottomore. E nada mais justo, fazer a estreia, com o significado do que vem a ser a ''Classe Operária''. A Classe Operária  “A burguesia, porém, não se limitou a forjar as armas que trarão a morte; produziu também os homens que empunharam essas armas- os operários modernos, os proletários” Karl Marx e Friedrich Engels, p.47- Manifesto comunista Operários é um quadro pintado em 1933 por Tarsila do Amaral. A pintura retrata o momento da industrialização brasileira, principalmente, a paulistana. Com Getúlio Vargas, o País passou a se industrializar a classe operária começou a surgir. O quadro mostra a diversidade cultural de um povo oprimido pelas elites, representada pela fábrica ao fundo. Embora as pessoas estejam em primeiro plano e todas tenham traços diferentes, não é fácil diferenciá-las. Elas parecem todas iguais, repre...

"OS NUMEROZINHOS E AS PESSOAS"- Sobre a renda per capita

"OS NUMEROZINHOS E AS PESSOAS"-  Sobre a renda per capita   Charge: Armandinho Onde se recebe a renda per capita? Tem muito morto de fome querendo saber. Em nossas terras, os ''numerozinhos'', têm melhor sorte que as pessoas. Quando vão bem quando a economia vai bem? Quantos se desenvolvem com o desenvolvimento? Em Cuba, a revolução triunfou no ano mais próspero de toda a história econômica da ilha. Na América Central, as estatísticas sorriam antes e riam quanto mais fodidas e desesperadas estavam as pessoas. Nas décadas de 1950,1960 e de 1970, anos atormentados tempos turbulentos, a América Central exibia os índices de crescimento econômico mais altos do mundo e o maior desenvolvimento regional da história humana. Na Colômbia, os rios de sangue cruzam os rios de ouro. Esplendores da economia, ossos de dinheiro fácil em plana euforia, o país produz cocaína, café e crimes em quantidade enlouquecedoras. É nítida a atualidade d...

A INVISIBILIDADE DA SITUAÇÃO SOCIAL BRASILEIRA: COMO ENTENDER UM PAÍS MANIPULADO PELO 1% DA POPULAÇÃO MAIS RICA

A INVISIBILIDADE DA SITUAÇÃO SOCIAL BRASILEIRA “A realidade social não é visível a olho nu, o que significa que o mundo social não é transparente aos nossos olhos” Esta síntese, é uma crítica da consciência social conservadora que impera até hoje no Brasil. E os poucos que controlam tudo, precisam intelectuais e profissionais capacitados e prontos para distorcerem a realidade. Acredite! Há profissionais engajados para que você enxergue a realidade social de acordo os interesses da classe hegemônica. Há aqueles que escondem, distorcem e mascaram a vida cotidiana, mentindo sobre a real forma do mundo social. Nas sociedades do passado o privilégio era aberto e religiosamente motivado: alguns tinham “sangue azul” por decisão supostamente divina, o que legitimava terem acesso a todos os privilégios injustos. Isso significa que os privilégios injustos do hoje não podem aparecer, como privilégio, mas como exemplo, "motivo pessoal" de indivíduos mais capacitado...

QUEM POSSUI ACESSO A FESTA DA GLOBALIZAÇÃO?- Paradigma do Turista e Vagabundo- Zygmunt Bauman

O Paradigma do turista e do Vagabundo + Quem possui acesso a festa da globalização? De antemão alertamos ao termo "vagabundos", que não se trata de nenhuma ofensa, utiliza-se o mesmo partindo da ideia original, contida no livro do autor. Quem pode ser turista? Os turistas torna-se andarilhos e colocam os sonhos agridoces de saudade acima do conforto de seus lares, os turistas são os que possuem a liberdade de escolha no momento em que são seduzidos pelo prazer.  E poderíamos dizer que todos possam vir a ser um turista? Obviamente, nem todos podem se tornarem andarilhos (devido a seus desejos), não sendo, são considerados sendo os vagabundos, esses, se movem somente quando são empurrados ou  desenraizados e quando o movimento acontece a situação é "tida como tudo", menos sendo sinônimo de liberdade. Assim são os "vagabundos", aqueles que não possuem a capacidade de comprar a sua mobilidade, são o refugo do mundo que e se dedicam ao serviço dos t...

"As aventuras da super classe média" + quadrinhos

"A classe média continua vivendo num estado de impostura, fingindo que cumpre com as leis e acredita nelas, simulando ter mais do que se tem, mas nunca lhe foi tão difícil umprir esta abnegada tradição, assim bem como defende a ordem como se fosse sua proprietária, embora seja apenas uma inquilina atropelada por um turbilhão de coisas. Esta asfixiada pelas dívidas e paralisada pelo pânico, e no pânico cria seus filhos. Pânico de viver, de perder o seu carro, de empobrecer, de não poder fazer parte do mundo do consumo, não estar condizente com o que a sociedade vê como sendo o correto, o bonito"     Texto adaptado da obra: "A escola mundo ao avesso"-  Eduardo Galeano.  Adaptação: Fernanda E. Mattos- Blog um quê de Marx .  Ilustrações via: Gibi Comics, clique aqui e acesse . É permitido o compartilhamento desta publicação e até mesmo a edição da mesma. Sem fins lucrativos e cite a...

SOBRE O SUICÍDIO: "Eis o último recurso contra os males da vida privada" Karl Marx

Pintura: Le suicídio ( Le Suicidé)  é uma pequena pintura a óleo por Édouard Manet, concluído entre 1877 e 1881. O conteúdo pictórico da pintura é limitado a um homem que parece ter apenas um tiro , ainda segurando uma arma enquanto largado em uma cama e algumas peças de mobiliário. Manet removeu a pompa de representações anteriores de suicídio, e desde que ao lado de nenhum conteúdo narrativo ou " tendência moralizante ". É fundamental ter a compreensão do momento em que se encontrava Marx ao escrever a obra “Sobre o suicídio”. O jovem Marx neste livro envolve-se com “o romantismo” de Peuchet, uma “crítica” romântica acerca da sociedade burguesa moderna, cuja mesma é o centro das causas de suicídio.  Diferente também na sua origem, o texto tem por base uma tradução comentada de passagens de  Du suicide et ses causes , um capítulo das memórias de Jacques Peuchet, diretor dos Arquivos da Polícia de Paris durante o período da Restauração, que se torna uma ...

Breve história da propriedade urbana no Brasil: "A cidade para poucos"

A cidade para poucos: breve história da propriedade urbana no Brasil. João Sette Whitaker Ferreira [...] As cidades brasileiras são hoje a expressão urbana de uma sociedade que nunca conseguiu superar sua herança colonial para construir uma nação que distribuísse de forma mais eqüitativa suas riquezas e, mais recentemente, viu sobrepor-se à essa matriz arcaica uma nova roupagem de modernidade “global” que só fez exacerbar suas dramáticas injustiças. Pesquisas de várias instituições indicam que as grandes metrópoles brasileiras têm em média entre 40 e 50% de sua população vivendo na informalidade urbana.     A Cidade para Poucos Assista, vídeo produzido a partir do texto Video desenvolvido pelos alunos Nisiane Madalozzo e Renato Dombrowski do curso de Arquitetura e Urbanismo da UFPR na disciplina de Produção do Espaço e Moradia no Brasil. ___________________ Postagem baseada nas ideias contidas no texto de João ...